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SEM BAIXARIAS, xingamentos ou qualquer outro tipo de barraco. A se levar em conta o que foi falado durante reunião política realizada no dia 27 de fevereiro, um sábado, no Grandes Lagos Park Hotel, a campanha para deputado estadual na região de Jales será absolutamente civilizada.
O TOM do encontro foi dado por ninguém menos que o ex-prefeito de Santa Fé do Sul, Itamar Borges (PMDB), tido e havido como um dos mais competitivos pretendentes a uma cadeira na Assembléia Legislativa.
AO DISCURSAR para correligionários, simpatizantes e convidados, Itamar, talvez até sem o saber, tomou emprestada uma bandeira hasteada pelo Jornal de Jales no início dos anos 80 — o da representatividade regional.
PARA QUEM não sabe ou não se lembra, o jornal pregava que, a 600 quilômetros de distância de São Paulo e 900 de Brasília, a região ficava muito distante dos centros decisórios, razão pela qual era necessário ter representantes nos parlamentos estadual e federal para que as grandes reivindicações não morressem nas mãos de deputados paraquedistas.
PELO SIM ou pelo não, em 1982, na primeira eleição direta para governadores, senadores, deputados federais e estaduais após a ditadura, a região elegeu Roberto Rollemberg para a Câmara Federal e Edinho Araújo para a Assembléia Legislativa, dobradinha que sobreviveu a outras duas eleições.
ITAMAR, com outras palavras, disse quase a mesma coisa no café da manhã que serviu ao grupo que foi ouvi-lo. Citando nominalmente dois concorrentes —a deputada estadual Analice Fernandes, candidata à reeleição, e o ex-prefeito de Votuporanga, Carlão Pignatari, ambos do PSDB — o pré-candidato do PMDB disse que a região pode eleger os três, incluindo-se no pacote de eleitos.
SE se levar em consideração que, além de Analice, Itamar e Carlão, a região ainda tem outro pré-candidato com chances concretas de sucesso, o cirurgião plástico Paulo César Mariani, do PSB, que só saiu a campo após a diretoria da Associação Paulista de Medicina, do qual é 1º secretário, garantir-lhe apoio e visibilidade entre seus 33 mil associados, a conclusão que se chega é que haverá um ambiente de disputa como nunca houve.
PARA QUE a campanha seja pautada pelo fair-play, expressão muito usada no futebol para definir jogo limpo, é necessário que haja conscientização dos eleitores. Ou para ficar na frase cunhada por um dos convidados, o provedor da Santa Casa, José Devanir Rodrigues, o Garça, que, mais do que ninguém, sabe como é importante ter porta onde bater quando as próprias forças se esgotam: “a região precisa ter juízo”.
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07/03/2010
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