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ORDEM UNIDA – Uma comitiva liderada pelo prefeito Humberto Parini, integrada pelo juiz de direito Pedro Manoel Callado Moraes, bispo D. Demétrio Valentini, representantes da OAB e vereadores esteve em Fernandópolis no dia 26 de fevereiro para audiência com o deputado federal Régis de Oliveira (PSC), palestrante daquela noite no curso de Direito da Unicastelo. O grupo foi pedir ao parlamentar seu engajamento na campanha para que seja instalado em Jales o Juizado Especial Federal, para atender os 42 municípios sob a jurisdição da Vara da Justiça Federal de Jales.
CASA PRONTA – O argumento dos jalesenses apresentado a Régis é simples e direto. Jales teria prioridade diante das outras cidades que também querem o Juizado Especial Federal porque já tem em pleno funcionamento a Vara da Justiça Federal, a Procuradoria da República e a Delegacia da Polícia Federal. Além disso, o município de Jales entregará brevemente um novo prédio para o Fórum Federal, ocupando as antigas instalações da extinta Viação São José, na Rua 8, podendo, desta forma, abrigar também o Juizado Especial Federal, que é das chamadas pequenas causas.
IRMÃO CAMARADA – As lideranças políticas e comunitárias foram pedir a bênção a Régis de Oliveira porque referido parlamentar, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, é amigo pessoal do desembargador federal Roberto Haddad, empossado, há 15 dias, na presidência do Tribunal Federal da 3ª Região, ao qual responde a Vara da Justiçca Federal de Jales.
ASA DURA – A propósito deste assunto, o advogado Carlos Alberto Britto Neto, conselheiro seccional da OAB/SP, inventou uma nova modalidade de lobby: aéreo. Tendo embarcado no aeroporto de Congonhas rumo a São José do Rio Preto, horas antes do encontro em Fernandópolis, Carlos Alberto deparou com o deputado Régis de Oliveira, que voava para o mesmo destino. O jalesense não teve dúvidas: pediu licença e fez ali mesmo, no avião, uma exposição de motivos sobre a reivindicação.
ESCOLA -Betinho, como é conhecido entre os amigos e familiares, deve ter se inspirado no provedor da Santa Casa, José Devanir Rodrigues, o Garça, do qual é assessor jurídico. Como se recorda, no segundo semestre do ano passado, passando uns dias na Costa do Sauípe-Bahia, integrando grupo de Jales, Garça arrancou de três colegas de viagem nada menos que R$ 38 mil para a reforma de apartamentos do hospital.
DECORO - Os vereadores Neuseli de Brito Pires, esposa do ex-prefeito Joaquim Pires da Silva e Gerson Mansur Rodrigues, o Gersinho, funcionário de carreira da Prefeitura, cassados pela Câmara Municipal de Urânia por suposta quebra de decoro, não perderam as respectivas cadeiras. Beneficiados por liminar concedida pela juíza Marina de Almeida Gama, eles estarão de volta ao legislativo local na próxima reunião. Intenso foguetório marcou a decisão da magistrada. Os dois vereadores fizeram representação contestando a lisura de um concurso público, que beneficiaria pessoa das relações pessoais de Donizeth Mussato (PP), presidente da Câmara Municipal.
TIRO NO PÉ – Observadores da cena política uraniense acham que o grupo do prefeito Airton Saracuza (PP) está cometendo um erro político primário ao tentar tirar do jogo os dois vereadores de oposição. O processo de cassa-não-cassa beneficia o grupo do ex-prefeito Joaquim Pires da Silva (PSDB), cujo candidato, Marquinho Abrantes (DEM), perdeu para Saracuza. Apesar da derrota na urna, o time de Joaquim está com ânimo renovado e com grande motivação por conta das tentativas dos adversários de cassar Neuseli e Gersinho, até agora não concretizadas.
PESO-PESADO – O advogado Sílvio Salata, nome estrelado da advocacia paulista, presidente da Comissão de Direito Público e Eleitoral da OAB/SP, circulou pela região no final da semana passada. Ele veio acompanhado da filha Maria Sílvia, de 26 anos, que já integra seu concorrido escritório. A coluna apurou que Salata foi chamado para um trabalho de consultoria jurídica ao prefeito Otávio Cianci, de Mesópolis, às voltas com inquérito civil instaurado pelo promotor André Luís de Souza, do Ministério Público da comarca de Jales, a partir de denúncias dos vereadores Luiz Olímpio, João Luiz de Brito e Valdeir Lima de Oliveira, além de Vânia Braz de Oliveira Domingues e José Carlos de Brito.
NEPOTISMO – O promotor André investiga irregularidades em duas frentes: nepotismo e contratação de empresas. No primeiro caso, o prefeito é acusado de ter empregado em cargos em comissão sua esposa Aparecida Giovanni Cianci na Coordenadoria de Saúde, o irmão Valter Cianci, na Chefia de Gabinete, e outro irmão, Nelson, no Almoxariado.
PÃO NOSSO – A contratação da empresa José Roberto Cianci Padaria-ME também é objeto das atenções do promotor. Na representação, os denunciantes afirmam que a Prefeitura não teria feito o processo licitatório para a contratação da empresa, que fornece pães a duas escolas, creche, Casa do Trabalhador, Posto de Saúde e Almoxarifado. Os gastos, conforme a representação, giraram em torno de R$ 86.485,00.
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07/03/2010
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