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Os espectadores brasileiros tiveram a oportunidade de as- sistir durante três meses à segunda edição do reality show “A Fazenda”, uma das maiores audiências da Rede Record, encerrado em fevereiro. Quem viveu experiência semelhante, para valer, e sem disputar prêmio de R$ 1 milhão, foi o jalesense Matheus Rocha Viola, filho da comerciante Eliana Rocha Viola e do vice-prefeito Clóvis Viola. Ele passou 10 meses em uma propriedade rural do Estado de Nebraska...(DRJ)
J.J. – Por que você decidiu estagiar em uma fazenda fora do país? Matheus - No final do ano de 2006, terminando o 1° colegial no Colégio XV de Abril/Anglo, resolvi prestar vestibulinho para ingressar em nossa Escola Agrícola de Jales, e foi o que realmente aconteceu. A partir de 2007 fazia Anglo durante o dia e à noite o curso técnico em Agricultura. Foi um período de desafio, mas consegui superar até terminar o terceiro colegial juntamente com o curso da Escola Agrícola. Foi quando tive a oportunidade de estagiar em grandes fazendas nos Estados Unidos, através de intercâmbio com a empresa IFAA (International Farmers Aid Association). Acreditei nessa possibilidade e fui para o primeiro desafio da minha vida, ficar longe dos meus pais, para conhecer outras culturas, outras línguas e principalmente enriquecer meus conhecimentos. Tinha certeza de que iria aprender muito com essa nova convivência sobre a cultura Americana, tratos culturais, a língua. Com isso posso ter uma chance maior de crescer profissionalmente, principalmente fazendo o que gosto!
J.J. – Houve critérios para sua escolha? Matheus - Sim tive a oportunidade de escolher entre fazenda de gado de corte, leiteiro, grãos, horticultura, suínos, fruticultura e floricultura.
J.J. – Qual era a sua rotina na fazenda? Matheus - Variava muito. Na época de colheita ficávamos até meia noite, duas horas da manhã colhendo milho, trigo, ervilha. Acordava às 7 horas da manhã para preparar o caminhão de alimentação, tratava dos animais e em seguida íamos para a oficina arrumar os tratores, caminhões, maquinários em geral.
J.J. – O que você aprendeu nos 10 meses de estagio? Matheus - Aprendi desde cuidar de uma simples horta até 300 alqueires de trigo, dirigir quadriciclos até grandes colheitadeiras, enormes carretas, trabalhando sempre com maquinário pesado. No geral, aprendi a viver! Longe da família tive que dar os meus próprios passos sozinho, encarando de frente a realidade de um novo mundo.
J.J. – Você considera que o estágio foi um sacrifício ou valeu a pena? Matheus - Foi um sacrifício ter que ficar tanto tempo longe da família e de todos em que eu estava acostumado a conviver. Mas, valeu a pena pelo fato do conhecimento adquirido, lugares incríveis que não se vê aqui no Brasil, cenas marcantes como o início de uma pequena nevasca e até exames em touros reprodutores da fazenda. J.J. – Em meio ao trabalho da fazenda, houve tempo para diversão? Matheus - Pouco! Como uma fazenda aqui no Brasil, sempre tinha algo a ser feito, talvez uma cerca quebrada, um cano estourado, óleo de trator a ser trocado. Porém aproveitei esse pouco tempo viajando a pontos turísticos próximos à fazenda como o Monte Rushmore, conheci bares, casas, famílias, dentre outros.
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07/03/2010
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