O maior potencial de consumo no município de Jales está concentrado nas classes C e D, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa IPC Target, sobre o consumo das classes sociais em todo o país. Os números revelados pela Target se referem aos gastos com alimentação que em Jales, somando as duas classes sociais, chegaram a 66,46% do total consumido este ano, sendo que para 2011 deve ser mantida essa tendência de aumento, nesse segmento, pelos mesmos consumidores. Em termos de valores, pode-se medir a importância dessas classes pelos R$ 36,9 milhões, de um total de R$ 55,5 milhões de gastos previstos para até o final do ano, no município. Os pesquisadores atribuem esse aumento do consumo nas classes C e D no setor de alimentos a uma combinação do crescimento da renda da nova classe média (Classe C) com o lançamento de produtos mais acessíveis, impulsionando o varejo em todo o país. Eles também acreditam que ao fazer suas compras a classe C procura produtos que tragam praticidade ao dia-a-dia, enquanto as empresas do setor de alimentos se esforçam para lançar versões mais acessíveis e com menor custo-benefício. Um dos exemplos citados para mostrar essa tendência é o molho de tomate pronto que passou a ser mais consumido do que o extrato de tomate. É fácil entender essa substituição, pois o molho de tomate é mais prático e só precisa ser misturado e aquecido com uma massa para o prato ficar pronto. Tanto isso é verdade que os fabricantes desse produto passaram a produzir as embalagens tipo pouch, de plástico mole, que atualmente é o que está sendo mais consumido. Uma dessas indústrias, a BFCrp Alimentos, de São José do Rio Preto é um desses fabricantes que se preocupa com a forte presença dessa nova classe média no mercado consumidor. Para atender essa demanda, a empresa já está trabalhando com foco no desenvolvimento e na fabricação de itens para esses novos consumidores, incluindo na sua produção três tipos de molho de tomate, nos sabores pizza, manjericão e bolonhesa. O proprietário da empresa, Antônio Brizoti Júnior, afirma que esses novos consumidores ainda são carentes de marcas que satisfaçam suas necessidades. “Eles querem qualidade, sofisticação, mas a preços competitivos”, afirma, acrescentando que é impossível ficar alheio a essa nova realidade e que o desafio é atender essa realidade.
Rodolfo Borduqui (Assessor de Comunicação e Relacionamento da Comunic Comunicação Corporativa)
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25/07/2010
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