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CABEçA FEITA
Terça-feira, 27 de Julho de 2010, 09:51
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PAU QUE NASCE TORTO NEM SEMPRE MORRE TORTO!
Essa é apenas mais uma história das muitas que existem pelo mundo afora.

Essa é apenas mais uma história das muitas que existem pelo mundo afora. Se é verdade, nem às paredes confesso, e deixo que cada um de vocês acredite, ou não, que algumas vezes, o antigo dito popular que afirma que  Pau que nasce torto não tem jeito, morre torto, pode estar errado.
Helena apaixonou-se muito cedo .  Alfredo era o homem dos seus sonhos e a ele, a jovem inexperiente se entregou , no afã de uma paixão adolescente. Quando ela completou dezesseis anos já estavam casados e aí começou seu martírio.
A pessoa por quem Helena havia caído de amores, o rapaz carinhoso, dedicado e bom moço, simplesmente não existia, ou talvez só tivesse existido, um dia, na sua cabeça de menina, que ele transformou em mulher.
Alfredo, por sua vez, não assumiu , que, agora, homem casado, deveria abandonar as noites de orgia, e continuava levando vida de garotão solteiro, sem compromisso, uma vida devassa, cercado de mulheres, amantes algumas, que insistiam em buscá-lo no próprio lar, exigindo-lhe a companhia e afrontando Helena, outras, simplesmente mulheres da vida para noites de orgia.
Nem mesmo a chegada dos filhos alterou a rotina da vida irresponsável daquele homem que não se comovia com o sofrimento da mulher a quem um dia jurou amor e fidelidade, e, que, a ele se dedicava, apesar da violência moral e física a que era submetida.
Oito anos se passaram, até que Helena, vencida pela vergonha e humilhação de ver seu homem nos braços de outra, depois de segui-lo certa noite, decide ir embora, levando os  filhos consigo, mas, não sem antes prometer-lhe, que, daquele dia em diante cairia na vida e sairia com quantos homens lhe aprouvesse.
Assim disse, assim fez!Aquela Helena, que, durante oito anos tinha sido a verdadeira Amélia, foi à luta, conhecer outras paragens, outros amores, carregando no peito a magoa e o desejo de vingança envolvendo sua desilusão.
Quanto a Alfredo, ao perceber que havia perdido seu objeto precioso e ao vê-la em outros braços, longe de seu domínio, não suportou o sofrimento. O jogo havia sido invertido e agora era ele que implorava o amor e o perdão de Helena.
Dois anos se passaram e Alfredo sentiu na pele tudo que havia feito a ex mulher sofrer. Mudou completamente de vida.
Outras mulheres não lhe interessavam mais e passou a perseguir um único propósito, ter Helena de volta em sua vida, agora vazia e sem sentido. Descobriu que a amava, que aquela era a mulher de sua vida. Vivia como um cão abandonado, seguindo-a por todos os lugares, na esperança de reconquista-la e retomar seu lugar no coração daquela a quem tanto desprezou e magoou.
Helena não se comoveu. Estava muito bem com sua nova vida. Trabalhava, criava seus filhos e se divertia. Conheceu muitos homens, sem nunca mais no entanto se apaixonar ou se iludir. Com certeza não percebia que procurava em outros braços e pernas aquele que foi só tristeza e desilusão. Já não lhe doía o peito encontra-lo com outro alguém. Ela sabia agora que aquelas mulheres não significavam nada para Alfredo. E para ela as palavras de amor e as juras de então,também na da significavam, vieram tarde demais.
Eis que certo dia, Alfredo vai buscar as crianças, como de costume, para passar o fim de semana. Mas desta vez, vai acompanhado, e por uma mulher diferente. Helena notou pelos trajes e maneira de falar da outra, que não se tratava de mais uma conquista barata...                                                                                                                                               Continua...

 Luiza Elizabeth da Silva
(especialista em Recursos Humanos)
e-mail: luizaeli@gmail.com

Tags: 25/07/2010 , Cabeça Feita , Luiza Elizabeth

 
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