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Causou uma certa estranheza quando a mídia local começou a noticiar o lançamento da candidatura do advogado Aislan de Queiroga Trigo à presidência da Subseção de Jales da Ordem dos Advogados do Brasil. Pouco conhecido do grande público, o candidato, porém, tinha significativa inserção nos bastidores da Subseçãopor ser o presidente da Comissão de Assistência Judiciária da gestão anterior, setor que define a nomeação de colegas para a prestação de serviços no âmbito do convênio que a OAB tem com o estado. Casado, 30 anos, formado pela Unicapital-São Paulo, ele tem apenas oito anos de exercício profissional e garante que é o tempo suficiente para liderar a classe os 440 inscritos na Subseção de Jales. Sobre este e outros assuntos, ele foi ouvido pelo Jornal de Jales....
J.J. - Como nasceu sua candidatura à presidência da Subseção de Jales da OAB? Aislan - Após tomar conhecimento, nas vésperas do encerramento de inscrição de chapa para concorrer à Presidencia da OAB de Jales que o Dr. Guilherme Soncini não seria mais canditato a reeleição contatei meus colegas da Comissão da Assistência Judiciária pra compor a uma chapa, pedindo-lhes para, em conjunto, convidarmos nosso vice-presidente, Dr. João do Socorro Lima e o tesoureiro, Dr. João Papassidero, os quais aceitaram prontamente o desafio.
J.J. - Antes de ser candidato a presidente, o senhor tinha algum tipo de militância na Subseção? Aislan - Sim, através de convite formulado pelo ex-Presidente Dr. Guilherme, exerci a Presidência da Comissão da Assistência Judiciária da OAB/Jales e por nomeação do Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso, Presidente da Seccional da OAB/SP, assumi a Relatoria do XI Turma do Tribunal de Ética e disciplina da OAB/SP. Na cidade de São José do Rio Preto, permanecendo como Membro efetivo de junho de 2008 até setembro de 2009.
J.J. - Qual foi o papel do ex-presidente Guilherme Soncini no lançamento de sua candidatura? E o do conselhereiro seccional Carlos Alberto Brito Neto? Aislan - Sempre contei com o apoio de ambos, porém, de uma forma mais incisiva do nosso Conselheiro, que participou de uma forma mais presente em nossa campanha, justamente por saber dessa importância.
J.J. - Diz-se que sua diretoria tem o apoio do presidente Luiz Flávio Borges D’Urso, da Seccional de São Paulo. Em que medida este apoio pode se transformar em conquistas concretas para os colegas da Subseção? Aislan - O apoio do nosso Presidente D’Urso, da Seccional de São Paulo é incondicional e fundamental para que seja feita uma administração que satisfaça as necessidades dos colegas advogados inscritos na subsecção, porque é a Seccional quem aprova os projetos que envolve gasto dos recursos repassados a Subsecção, advindos das anuidades dos advogados.
J.J. - Com menos de 10 anos de atuação em Jales, o senhor se considera em condições de comandar uma organização de profissionais liberais com mais de 400 integrantes? Aislan - Essa questão eu considero respondida pela eleição democrática realizada no dia 19 de novembro de 2009 com o sufrágio das urnas. Oportuno ressaltar que a própria história da OAB em Jales comprova que o Dr. Carlos Alberto, atual conselheiro estadual, na época em que disputou sua primeira eleição da OAB/SP., concorrendo ao cargo de Presidente, contava com pouco mais de 30 anos de idade e também com apenas 10 anos de exercicio profissional, servindo como exemplo no sentido de não ser relevante o tempo de atuação profissional, mas sim, a dedicação, o compromisso firmado com todos os advogados que precisam de uma OAB forte, para continuarmos valorizando a advocacia.
J.J. - Quais são as prioridades da diretoria empossada? Aislan - Reunir a classe que hoje conta com mais de 440 advogados inscritos na Subsecção e trazer melhorias para o desempenho da advocacia, primordialmente pela defesa das prerrogativas e da ética profissional.
J.J. - Fala-se muito em valorização da profissão. Por que? A carreira de advogado está em baixa? Aislan - Em parte. Há uma proliferação de cursos de direito sem contudo, demonstrar alguma preocupação com a qualidade dos bacharelados, despejando no Brasil, profissionais sem uma qualificação comprometida com os principios éticos que norteiam a advocacia, fazendo com que ocorra a generalização da classe quando se noticia uma conduta indigna de um determinado profissional e isso não pode acontecer. A OAB de São Paulo possui um estrutura no Estado, contando com mais de DEZOITO Tribunais de Ética e Disciplina, muito eficiente que efetivamente separa da grande maioria da advocacia aqueles profissionais que não respeitam os principios basila da nossa profissão, fazendo justiça com aqueles que são injustamente processados por alguns clientes, talvez por algum sentimento alheio a questão ética profissional.
J.J. - É possível ganhar a vida com dignidade exercendo a profissão em cidades do porte de Jales? Aislan - Sim, e eu sou uma prova disso, como a grande maioria daqueles colegas que aqui militam. O advogado não está adstrito a exercer a profissão apenas em uma cidade, com uma boa formação e com sua atuação ética surgem clientes nas mais inesperadas localidades e áreas do direito, porisso aqueles que são bem sucedidos na profissão merecem o respeito de todos, pois, o espaço a ser ocupado é significativo.
J.J. - O Procurador da República, Thiago Lacerda Nobre, em recente entrevista ao J.J., falou da existência de pelo menos seis advogados atuando irregularmente em ações previdenciárias. Como a atual diretoria pretende agir sob o ponto de vista disciplinar com tais profissionais? Aislan - À medida em que a denúncia foi comprovada por uma sentença condenatória transitada em julgado a OAB de Jales deverá ser informada para instaurar os competentes processos disciplinares onde os advogados poderão ser penalizados desde advertência até a exclusão da OAB.
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07/02/2010
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