Jales: 
JUSTIçA
Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010, 11:11
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Em visitas íntimas, drogas e celulares na cadeia
Policiais de Jales estão convictos de que as visitas íntimas a maridos ou companheiros presos têm servido de pretexto para a entrada de drogas e celulares na cadeia pública local.

Seis aparelhos de telefonia celular, vários estiletes e até uma faca foram apreendidos na última quinta-feira, dia 14 de janeiro, em operação realizada pela Polícia Civil na cadeia pública de Jales.

Comandada pelo delegado Sebastião Biazi, diretor da Delegacia de Investigações  Gerais e responsável pelo Grupo de Operações Especiais da Delegacia Seccional de Polícia, e pelo delegado Altair Ramos Leon, diretor interino da cadeia, uma equipe de aproximadamente 20 policiais realizou  o procedimento.

O Jornal de Jales apurou que a operação pente-fino foi deflagrada porque os organismos da polícia receberam denúncias anônimas sobre a existência de celulares de posse de presos.

A partir daí, os policiais começaram a investigar o assunto e confirmaram o que fôra denunciado, razão pela qual foi montado o esquema de revista em todas as celas.

Esta não foi a primeira investida da polícia nos últimos dias na cadeia de Jales. No dia 23 de dezembro, revista similar  levou à apreensão de 100 gramas de maconha. No dia 8 de janeiro, os policiais abordaram uma mulher que levava consigo 110 gramas de cocaína e crack. Nos dois casos, as drogas foram encontradas nas vaginas das mulheres.

As autoridades policiais estão convictas de que a entrada de celulares e drogas na cadeia de Jales se dá nos dias de visita íntima através das esposas ou conviventes dos encarcerados.

COMO FUNCIONA

Todos os procedimentos de segurança são tomados para que a revista em celas da cadeia seja feita sem intercorrências. Para que não haja tumulto, o formato utilizado é o de revistar cela por cela.

No caso de quinta-feira, carcereiros de Jales e região tiravam os presos de cada cela e os trancavam na cela do faxina enquanto o trabalho se realizava.

O apoio aos carcereiros era dado por investigadores armados com espingarda 12 e metralhadoras, posicionados nos quatro cantos do pátio, enquanto os delegados Biazi e Altair orientavam os policiais do lado de fora do chamado gradão.

Assim que a revista era feita, os presos retornavam ao lugar de origem, passando-se para o xadrez seguinte.

DISCIPLINA

Ouvido pela imprensa, o delegado Biazi admitiu que houve hostilidades por parte de aproximadamente 10 dos 80 presos na cadeia.

Com  palavras de baixo calão e ameaças,este grupo minoritário ofendeu carceiros, investigadores e até os delegados.

Medidas disciplinares estavam sendo estudadas para serem aplicadas aos que se insurgiram contra a revista. Uma das punições era a suspensão das visitas íntimas.

Tags: 17/01/2010 , droga , Polícia Civil , Celular

 
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