Seis aparelhos de telefonia celular, vários estiletes e até uma faca foram apreendidos na última quinta-feira, dia 14 de janeiro, em operação realizada pela Polícia Civil na cadeia pública de Jales.
Comandada pelo delegado Sebastião Biazi, diretor da Delegacia de Investigações Gerais e responsável pelo Grupo de Operações Especiais da Delegacia Seccional de Polícia, e pelo delegado Altair Ramos Leon, diretor interino da cadeia, uma equipe de aproximadamente 20 policiais realizou o procedimento.
O Jornal de Jales apurou que a operação pente-fino foi deflagrada porque os organismos da polícia receberam denúncias anônimas sobre a existência de celulares de posse de presos.
A partir daí, os policiais começaram a investigar o assunto e confirmaram o que fôra denunciado, razão pela qual foi montado o esquema de revista em todas as celas.
Esta não foi a primeira investida da polícia nos últimos dias na cadeia de Jales. No dia 23 de dezembro, revista similar levou à apreensão de 100 gramas de maconha. No dia 8 de janeiro, os policiais abordaram uma mulher que levava consigo 110 gramas de cocaína e crack. Nos dois casos, as drogas foram encontradas nas vaginas das mulheres.
As autoridades policiais estão convictas de que a entrada de celulares e drogas na cadeia de Jales se dá nos dias de visita íntima através das esposas ou conviventes dos encarcerados.
COMO FUNCIONA
Todos os procedimentos de segurança são tomados para que a revista em celas da cadeia seja feita sem intercorrências. Para que não haja tumulto, o formato utilizado é o de revistar cela por cela.
No caso de quinta-feira, carcereiros de Jales e região tiravam os presos de cada cela e os trancavam na cela do faxina enquanto o trabalho se realizava.
O apoio aos carcereiros era dado por investigadores armados com espingarda 12 e metralhadoras, posicionados nos quatro cantos do pátio, enquanto os delegados Biazi e Altair orientavam os policiais do lado de fora do chamado gradão.
Assim que a revista era feita, os presos retornavam ao lugar de origem, passando-se para o xadrez seguinte.
DISCIPLINA
Ouvido pela imprensa, o delegado Biazi admitiu que houve hostilidades por parte de aproximadamente 10 dos 80 presos na cadeia.
Com palavras de baixo calão e ameaças,este grupo minoritário ofendeu carceiros, investigadores e até os delegados.
Medidas disciplinares estavam sendo estudadas para serem aplicadas aos que se insurgiram contra a revista. Uma das punições era a suspensão das visitas íntimas.