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CANELADA: Oração nas escolas gera polêmica após “decisão” controversa da Prefeitura

Por Franclin Duarte (de Fernandópolis)
28 de abril de 2019
Escolas não realizaram oração com os alunos diante do imbróglio
A reclamação de um pai em entrevista ao vivo ao programa Rotativa no Ar, da Rádio Difusora, gerou polêmica com direito a debate nas redes sociais e um comunicado às pressas do prefeito André Pessuto (DEM). Isso porque desde segunda-feira, 22, os professores e cuidadores estariam proibidos de fazer orações com as crianças, como era de costume, nas dependências das escolas e creches da cidade por conta de uma suposta determinação vinda da secretaria municipal de Educação.
O assunto veio à tona por meio da denúncia de Célio – que pediu para preservar seu sobrenome temendo represália -, cobrando explicações da Prefeitura após um de seus filhos lhe dizer que a oração não foi feita por ter sido proibida pela Prefeitura.
 “Meu filho chegou em casa ontem dizendo que não fez a oração na escola porque foi proibido. Agora queria saber o motivo disso, pois para mim a oração cabe em qualquer lugar, ainda mais para crianças de 7, 8, 10 anos que está começando agora a escolher o seu caminho e acho que o melhor caminho é o da oração, o da fé. Não sei se estou certo ou errado, mas queria saber de onde veio essa ordem, se não pode ter um ‘Pai Nosso’ na escola, pode ter o que então?”, questionou o pai.
Em poucos minutos a emissora passou a receber diversas outras ligações com pais fazendo o mesmo relato sobre a proibição em escolas municipais  nos quatro cantos da cidade.
CIDADÃO e a Rádio Difusora entraram então em contato com a Prefeitura de Fernandópolis que, por meio de uma nota, informou que a decisão teria sido tomada a partir da reclamação de uma mãe, que não queria que o filho participasse dos momentos de oração na escola.
“A questão é que uma mãe entrou com uma reclamação oficial alegando que não quer que o filho participe no Pai Nosso. Foi solicitada uma orientação a Procuradoria Jurídica do Município sobre esse tema. Foi orientado juridicamente que por momento seja suspenso, para uma análise melhor do caso. Ainda não existe uma decisão sobre este caso. A intenção do prefeito é que se mantenha e vai aguardar analise total do tema”, dizia a nota.