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Cidade diferenciada

Editorial
10 de junho de 2018
Duas das melhores características dos jalesenses sempre foram a hospitalidade, aí entendida como a capacidade de bem receber visitantes, e o espírito solidário da população.
Sobre o primeiro aspecto, registre-se que, desde os seus primórdios, Jales, invariavelmente, acolhe bem os que aqui aportam. Por ser uma cidade jovem e porque no início ninguém tinha nascido aqui, o remédio era todos se unirem, o que gerou um saudável caldo de cultura que perdura até hoje.
Quanto ao outro aspecto, o do espírito solidário, só um cego não vê que moramos em uma cidade diferenciada onde, apesar das exceções que confirmam a regra, o coletivo prevalece sobre o individual. 
Foi o que pode ser visto novamente no dia 2 de junho, sábado passado, quando a a Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente de Jales realizou uma promoção chamada “I Happy Hour da AACAJ”.
 Como o nome indica, o evento, que foi sucesso de público e crítica, começou às cinco horas da tarde e seguiu noite adentro.
Para quem não sabe, a AACAJ, fundada em 1992, é uma entidade civil, de caráter assistencial, sem fins lucrativos.sem distinção de raça, cor, condição social, credo religioso ou político cujo idealizador foi o saudoso médico Shiguero Kitayama, integrante ativo dos quadros do Rotary Clube de Jales. 
Atualmente, a entidade, cujo presidente é o industrial Junior Rodrigues, atende 51 crianças de 6 a 15 anos, em dois períodos.
O detalhe que chamou a atenção de quem esteve no local da festa foi que o Happy Hour da AACAJ teve a animação do grupo Violada 5 Estrelas, criado e capitaneado até hoje pelo empresário Junior Ferreira, atual provedor de outra instituição filantrópica sem fins lucrativos, a Santa Casa de Jales. 
Mas, não foi a primeira vez que voluntários de uma entidade saíram da zona de conforto em benefício dos batalhadores de outra. Por exemplo, em 13 de janeiro deste ano, a diretoria do Projeto Corpo e Mente em Movimento, apoiado pela Sacra, braço assistencial da Igreja Católica, voltada para crianças e adolescentes, realizou a II Festaneja Solidária, tendo como cenário o salão de festas da Apae. Pois bem, os diretores e a equipe técnica do Projeto Corpo e Mente em Movimento foram reforçados por uma aguerrida equipe da Instituição Beneficente Benedita Fernandes, mantenedora da Casa da Sopa do Jardim Municipal e Jardim Alvorada
Há três semanas, a Apae, mantenedora da Escola de Educação Especial Ana Eduarda Marques Silvestre, promoveu a “I Noite Show”, com salão lotado. A estrelada Banda Jafferson, fundada por músicos que nasceram e cresceram no Jardim Arapuã, sede da Apae, abriram mão de 50% do cachê normalmente cobrado para engordar a receita líquida do evento.
E para não ir longe, ontem, dia 9 de junho, a “Noite Italiana”, comemorativa aos 52 anos do Lar Transitório São Francisco de Assis, entidade pioneira no atendimento a crianças e adolescentes, ganhou o apoio dos obreiros de uma instituição filosófica, Loja Maçônica Terceiro Milênio de Jales.
Tais exemplos recentes citados neste comentário são as provas vivas de que os jalesenses trabalham não somente para si, mas, em larga medida, para os outros, o que confere à cidade, como foi dito acima, a patente de cidade diferenciada.