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Direito, obrigação ou dever?

Por Ademar Bocalon Rodrigues
07 de outubro de 2018
Ademar Bocalon Rodrigues (ministro instituído)
Ao ler o comunicado do bispo diocesano de nossa cidade neste conceituado jornal, fiquei pensativo.
À priori, pensei que ele, como cidadão, tinha o direito de expressar suas opiniões.  Mas depois, me aprofundando mais, cheguei à conclusão de que era um dever e uma obrigação dele.
Sua obrigação e dever consistem em alertar, denunciar. Afinal ele é o nosso pastor. Tem por dever e obrigação de nos conduzir às pastagens seguras, livres de lobos. 
A Diocese de Jales engloba cerca de 500 mil pessoas, e 60% dos habitantes desta diocese são católicos.  Ele tem que proteger, a mim e aos 300 mil católicos que nesta região habitam.
Mas, o bispo faz mais. Ele protege e esclarece a todos, independente de religião, nível social, dinheiro, poder ou orientação sexual.
Seu comunicado foi totalmente apartidário. O bispo é como nós. Um trabalhador, e como trabalhador defende a classe trabalhadora.
Sei que o bispo não precisa de quem o defenda. Afinal, ele é mundialmente conhecido e bem acolhido em todo o planeta.
Seus feitos, são reconhecidos mundialmente, motivo pelo qual ele ocupa o cargo atual, para nossa felicidade e tranquilidade. 
Sinto-me tranquilo, pois tenho um bom pastor. Quanto às propriedades da igreja, elas não são do bispo. São minhas. São dos Josés, Marias e Joãos deste mundo.
Não pode o bispo dispor de meus bens, que são administrados e fiscalizados por equipes de leigos da Diocese.

Ademar Bocalon Rodrigues 
(ministro instituído)