quarta 27 janeiro 2021
Artigo

Os perigos do uso excessivo do Reforço Arbitrário

A Análise do Comportamento entende que o Reforço Positivo mantém ou aumenta a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente. Um exemplo simples é: o filho fez toda a lição da escola e ganhou um chocolate da mãe, assim, o comportamento de fazer a lição foi reforçado positivamente e tende a ser instalado.

Pensando em um contexto mais atual, as pessoas estão muito dependentes de opiniões alheias e baseiam-se muito da vida do outro para classificar sua vida como “boa” ou “ruim” e o que devem fazer para se encaixar dentro de um grupo. A era do marketing digital, culto à beleza, competividade, desemprego em alta e vida líquida são fatores que interferem no critério “amar e ser livre”. Fatores como baixa autoestima, autorregras exacerbadas, história de vida com excesso de reforçadores ou ausência de personalidade obsessiva-compulsiva e até o Transtorno Boderline são predisposições para dependência de aprovação, afetividade, medo do abandono e criação de muitas muitas expectativas sobre o outro.

O uso do Reforço Positivo é muito usado, se de forma adequada, na instalação de comportamentos desejados e as pessoas são movidas em maior parte por tal, necessitam umas mais e outras menos, de um feedback positivo, elogio ou recompensa para se sentirem gratificadas, reconhecidas e motivadas. Sendo assim, é importante seu uso, que as pessoas tenham mais sensibilidade e gentileza, até mesmo para promover o autoconhecimento no outro. Porém, se os indivíduos só dependerem de reforços arbitrários para se sentirem felizes, protegidos, serão sempre frustrados, ansiosos, deprimidos e isolados.

Cada um deve reconhecer o seu próprio valor, reconhecer seus recursos e caminhos, discriminar as contingências em vigor. O reforço intrínseco, ou seja, o valor que a própria pessoa dá as reforçadores naturais da ação são essenciais para enxergar a vida com maior liberdade. Autoestima e autoconfiança podem ser construídas ao longo da vida, com ajuda psicoterapêutica e através de relações interpessoais. Tendo senso de autoeficácia, tentar já é a primeira vantagem!

 Amanda Sabatin Nunes 

Especialista em psicologia clínica  comportamental 

CRP 136588/6

Clínica de Psicologia -Rua 6, n 1649 JD. Maria Paula

TEL: 17 991526078


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