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Pequenos hospitais da região podem virar centros de desintoxicação de dependentes químicos

A região de Jales logo deverá contar com centros de desintoxicação para dependentes químicos e alcoólatras aproveitando os espaços ociosos nos hospitais e principalmente nas Santas Casas dos pequenos municípios

  Luiz Ramires
A região de Jales logo deverá contar com centros de desintoxicação para dependentes químicos e alcoólatras aproveitando os espaços ociosos nos hospitais e principalmente nas Santas Casas dos pequenos municípios que estão com poucas atividades ou até mesmo deixaram de atender seus pacientes por falta de condições financeiras.
Um entendimento nesse sentido está sendo articulado entre o Consirj – Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales e o Ministério Público Estadual, com o apoio do deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB) que na última segunda-feira, dia 27, esteve na cidade para participar de uma reunião com os dois órgãos.
O encontro no gabinete da prefeita Eunice Mistilides contou com a participação do promotor de Justiça de Políticas Públicas, André Luis de Souza, e da articuladora da Secretaria Estadual da Saúde, Maria Aparecida Moreira Martins, da DRS XV de São José do Rio Preto que propôs a instalação de Núcleos de Apoio à Saúde da Família em todos os 16 municípios que compõem o consórcio com objetivo de criar equipes de capacitação para atuar na atenção básica.
O deputado acredita que esse encontro foi muito produtivo, além de marcar o início das discussões para a criação desses pequenos centros de tratamento e recuperação que deverão contribuir muito para amenizar principalmente o drama dos dependentes de drogas como o crack, pois é o que mais preocupa as famílias dos adolescentes e jovens.
Em Fernandópolis, como informou o deputado, esse entendimento já está mais avançado porque o consórcio daquela região já acertou com a Santa Casa de Indiaporã, que cedeu 10 leitos para o programa. São leitos muito bem remunerados, segundo ele, pois cada um vai receber R$ 2 mil por mês por paciente internado.

AVANÇO
O deputado disse que Jales precisa avançar nesse sentido e é isso que está começando a ser debatido com os prefeitos que integram o Consirj. Na sua avaliação, está começando a se formar uma rede importante de saúde na região e o Ministério Público tem interesse em contribuir para desenvolver esse trabalho. O próximo passo, segundo o deputado, é explicar melhor para os prefeitos dos municípios que contam com esses espaços ociosos como deverá funcionar o programa. A maior dúvida é com relação à garantia dos repasses por parte do Governo do Estado, pois o programa não pode começar e a conta ficar para as prefeituras.
O deputado acredita que não vai haver problema nesse sentido, mesmo porque tudo está sendo articulado entre o Consirj que segundo ele é um dos mais atuantes do Estado, com uma arrecadação de cerca de R$ 500 mil mensais e que presta um serviço bastante relevante para a população e o Ministério Público que também vem atuando muito bem em torno dessa questão.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado, durante a reunião, três municípios mostraram interesse em receber esses pacientes: Urânia, Palmeira D’Oeste a Aparecida D’Oeste.
O importante, segundo o deputado, é que seja discutida uma proposta da região para ser apresentada ao governo, inclusive para a liberação de recursos de financiamentos para o consórcio, pois desses R$ 500 mil, apenas R$ 30 mil vem do Estado, ficando o restante por conta dos municípios.
Para isso ele espera contar com o apoio do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Júlio Semeghini que conhece muito bem a região e que deverá levar a proposta para o secretário de Saúde, Giovani Guido Cerri.
O deputado destacou a importância desses pequenos centros de internação na região lembrando as dificuldades das famílias para encontrarem vagas e em outros locais, sendo que para a recuperação das mulheres dependentes químicas o hospital de desintoxicação mais próximo de Jales fica em Bragança Paulista a quase 600 quilômetros de distância.

JUDICIALIZAÇÃO
O promotor André Luís lembrou que quem tem algum parente com esses problemas normalmente leva o dependente químico primeiro para o posto de saúde, depois para o hospital e também não encontra solução. O caso muitas vezes vai parar no Ministério Público e acaba sendo judicializado, pois o juiz profere uma sentença determinando que o município arque com os custos de internação do paciente e a situação vai ficando cada vez mais grave por falta de um local adequado.
O promotor propôs ainda a criação de um Núcleo de Atenção Integral Psicossocial e um centro de capacitação, além de um hospital de referência para a internação dos pacientes.

03/06/2013

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