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Unidade de Jales é muito bem avaliada pelo coordenador da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas

por Luiz Ramires
08 de julho de 2018
O palestrante Pablo Kurlander, à direita, com Leonel Nunes Vilela, da Comunidade Terapêutica Restaurar de Jales
“Poucas comunidades terapêuticas contam com a mesma estrutura que encontrei em Jales”. A afirmação é do coordenador geral da Febract - Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas, Pablo Kurlander que falou sobre “A comunidade terapêutica como estratégia de atendimento a dependentes químicos na rede de atenção psicossocial”, durante palestra nas dependências da Câmara Municipal, na noite de 5 de julho, quinta-feira, a convite da Comunidade Terapêutica Restaurar de Jales.
Em entrevista ao Jornal de Jales, Pablo informou que as comunidades terapêuticas existem no Brasil desde a década de 1970, sendo que a Febract foi criada em 1990 e hoje está presente em 15 estados, com 70 unidades credenciadas no Estado de São Paulo, sempre tendo como principal objetivo oferecer reabilitação física e social a dependentes químicos.
A dependência química como explicou, é uma doença que exige tratamento médico e psicológico, daí a necessidade de instituições voltadas ao trabalho em equipe, com profissionais de diversas áreas e voluntários, como acontece em Jales.

CREDENCIAMENTO
O objetivo da visita, como informou o palestrante, foi conhecer a comunidade terapêutica de Jales e ao mesmo tempo fazer uma inspeção a fim iniciar o processo de transformação da mesma em entidade filantrópica filiada à federação e com isso poder agregar algumas formas de benefícios, como firmar convênios para prestação de serviços na recuperação de dependentes químicos.
O coordenador da Comunidade Restaurar, Leonel Nunes Vilela também destacou a importância do credenciamento junto à Fabract, para melhorar ainda mais os resultados do atendimento a uma média de 25 a 30 dependentes químicos de várias cidades da região e até de outros estados que permanecem internados na unidade para tratamento.
Esse resultado já é bastante significativo, pois segundo as pesquisas feitas sobre essas unidades, a média de sucesso total na recuperação, segundo Leonel é de apenas 10%, sendo que na de Jales chega a 35%.
Leonel informou que investiu cerca de R$ 170 mil, quando comprou o espaço há cinco anos, sendo que há um ano doou tudo, passando a dirigir a entidade como filantrópica. Hoje ele continua investindo nesse trabalho, pois dos 23 internos que se encontram na comunidade atualmente, 10 são de famílias que não têm condições de contribuir. 
Apesar das dificuldades para se manter, todo esse esforço, segundo Leonel é muito gratificante pelo que representa na recuperação desses dependentes. Para isso ele sempre contou com o apoio da comunidade, através de várias empresas, instituições e trabalhadores voluntários. Essa equipe de colaboradores inclui nutricionista, psicólogo, médico e psiquiatra, além de terapeutas.