O BRASIL É A SEGUNDA
nação com mais usuários no TikTok, atrás apenas da China, país de origem da empresa que controla o aplicativo, a Bytedance. O levantamento foi realizado entre julho de 2020 e junho de 2021, pela consultoria alemã Statista. Em nível mundial, a rede social divulgou em setembro do ano passado que atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos por mês.

DADOS DA RECENTE PESQUISA
TIC Domicílios, feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que 46% dos adolescentes brasileiros de 10 a 17 anos já têm uma conta no TikTok. O WhatsApp (86%) e Facebook (61%) ainda são as redes sociais em que os jovens mais têm contas, porém, o Instagram e o TikTok estão entre as mais acessadas.

OS VÍDEOS
curtos do TikTok são modelos que operam para tornar a mídia social irresistível, dizem especialistas. Em dois minutos, é possível assistir até 10 vídeos, fazendo com que muitos não desgrudem do celular, sempre com expectativa de novos entretenimentos e o sentimento de recompensa.

O GRANDE
questionamento dos peritos no assunto é: quais serão os efeitos futuros que a exposição aos clipes de poucos segundos poderá acarretar na saúde e na educação dos jovens? O fato é que os vídeos atendem ao novo estilo de vida cotidiana, em que as pessoas estão cheias de tarefas e não querem ‘perder tempo’.

O AVANÇO
no uso de redes sociais, que se potencializou com a pandemia, levou a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a emitir alertas contra abusos e dependência. Do mesmo modo, existe a preocupação com o conteúdo acessado – vídeos contendo violência e sexualização. As plataformas dizem ter mecanismos para restringir e banir os conteúdos inadequados.

A TENDÊNCIA
das redes, pelo que dizem os estudos, é fazer com que o usuário tenha pouco espaço para reflexões e, cada vez menos, possa exercitar atividades mentais que envolvam o processamento de longo prazo, mais profundo, e também ativar a memória. De acordo com o Instagram, “os vídeos curtos são o futuro do entretenimento”. (Bruno Gabaldi) 

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