segunda 21 junho 2021
Artigo

A era do pedal

Em meio à pandemia, muito se falou das alternativas comportamentais para enfrentar o isolamento. Uma delas foi a prática do ciclismo. Nunca se viu tantas bicicletas na rua! Que já era um esporte ou hobbie conhecido, praticado nas aulas de spinning em academias, ou mesmo nas cidades, que praticamente todos quando crianças já ganhamos uma bicicleta e aprendemos a andar de rodinha, e até podíamos ter uma aposentada em casa, já sabemos.

Mas agora o ditado “quem aprendeu a andar de bicicleta nunca esquece” é só o começo. São dicas de como ganhar velocidade, trocar as marchas, quais modelos e equipamentos comprar e dicas de alimentação. Os modelos estão para todos os gostos, e os preços também nunca estiverem tão em alta, e em falta.

Quem se beneficiou foram as fábricas de roupas, estilosas e coloridas, todos se sentem mais motivados para pedalar com uma camiseta ou macaquinho para tirar aquelas fotos.

Para os adeptos e não adeptos da atividade física, a bicicleta se tornou grande companheiro diante das academias fechadas, estresse, ansiedade e solidão, passando até mesmo passa tempo favorito.

Os reforços físicos, o pedal traz melhora do condicionamento físico, perca ou manutenção de peso e melhora do tônus muscular. Os aspectos psicológicos são muito beneficiados, já que no exercício há um grande gasto de energia e liberação de endorfina, o que faz controlar os sintomas relacionados à ansiedade, o estresse, ganho de autoestima, melhora da qualidade do sono, e muita sensação de liberdade e superação, diante contato com a natureza e novos desafios.

Por último, os ganhos sociais pelas amizades construídas, confraternizações, solidariedade, reforçadores arbitrários (ex. a própria aprovação social e valorização do esporte), competições e muitas histórias.

As desvantagens são o alto investimento a ser feito para iniciar e manter a bicicleta em dia, alguns perigos diante da violência que cresce até mesmo nas pequenas cidades e lesões frente a um possível acidente de qualquer esporte. Se é um modismo, não sei, espero que fique para história.

 Amanda Sabatin Nunes

Especialista Clínica em Psicoterapia Comportamental (ITCR-Campinas)

CRP 136588/6


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